“Ciúmes? Só da minha comida! Com você tenho que ter cuidado!”  

Antes de começar, quero que saibam que eu sei que existe gente que sente ciúmes de tudo e tem orgulho disso mas vale lembrar que isso é puramente o meu olhar para o assunto, então, relaxa!

No meio de uma brincadeira entre familiares, surgiu uma frase do meu cunhado: “Vocês que pensam… Minha mulher sente ciúmes desse gordinho aqui!”

Então a mulher dele retruca com  o título desse post: “Ciúmes? Só da minha comida! Com você tenho que ter cuidado!”. Então, depois de me recuperar de alguns minutos rindo ininterruptamente, fiz um retrospecto e uma auto-análise sobre o que já passei com esse sentimento, o ciúmes.

Passei grande parte da minha vida lendo algumas coisas sobre meu horóscopo e percebendo que “os taurinos são possessivos, ciumentos e comilões” e por um tempo cheguei a acreditar que o ciúmes que eu sentia era facilmente explicável, assim como a paixão por comida, porque afinal, eu sou taurina, então…

Só que foi passando o tempo e se tinha algo que me deixava deprimida era sentir o tal do ciúmes. Lembro-me que passei por um período tendo crises de ciúmes da qual morro de vergonha e jamais compartilharia o que já fiz, mas hoje, sei que aquele comportamento era o reflexo da minha insegurança, do meu medo de perder algo que nunca foi meu.

Estar em um relacionamento que não tenha o mesmo respeito e confiança são coisas que te deixam inseguras a todo momento e pode ser uma experiência terrível que você pode levar para os próximos relacionamentos, o que eu chamo de trauma, onde você pode acabar prejudicando seu relacionamento, por conta dos traumas que você sofreu no passado. Mas sobre o trauma, graças a Deus consegui achar uma fórmula para mim, e já vou explicar como.

Meu primeiro namorado era um doce, aquele tipo de pessoa que cativa as pessoas com sua simplicidade, mas tinha um problema grave: ele mentia! Mentia por tudo e sem motivo.

Ele me contava tudo o que acontecia com ele, quem falava com ele, mas mentia em coisinhas miúdas demais, tipo: que ele não tinha assistido tal filme, que não foi ele que tinha peidado (estando só nós dois na sala)… ele era tão convincente que eu chegava a duvidar do controle  da minha própria bunda.

Só que tinha um outro problema, ele era convincente, mas tinha uma memória muito fraca, então, se perguntasse a mesma coisa 3 dias depois, a resposta não era a mesma. Durou 2 anos, mas brigávamos tanto por esses motivos, que, lógico, acabou.

Depois veio o próximo que, podemos dizer que era um mentiroso ainda maior, com a memória ainda mais curta, mas esse era mais esperto, quando eu começava a “investigar” a veracidade das informações.. ele não respondia, saia andando,” like a boss”. Daí, me sentindo cada vez mais insegura e burra, fui virando uma “detetive particular ridícula de mim mesma” e cada vez que eu achava uma pista que desvendava o mistério, tipo, uma mensagem de texto no celular dele assim:”Olha fulano, não me procure mais, porque quem sofre nessa história sou eu”, eu ia tirar satisfação e ele magicamente me convencia de “que era uma menina louca que tava querendo acabar com nosso relacionamento” . E EU… (wait for it) ACREDITAVA NELE!. Eu não to aqui dizendo que a culpa é do cara… a única pessoa que exerce o poder sobre mim, sou eu mesma, eu me sabotava, eu acreditei que sem ele, eu não teria mais ninguém, eu botei uma

post_ciumes

Soraya, de Maria do Bairro.

venda nos olhos e segui fazendo o papel das” louca gritona das novela mexicana” (Soraya, de Maria do Bairro).

Bem, não preciso dizer que parou por aí né? Foram mais  2 anos sofrendo a ridículite aguda de uma relação muito ruim. Eu ligava a todo instante, ligava de madrugada na casa dele, enfim, construí meu próprio inferno. Resumindo muito: Consegui me libertar!

E sobre não sofrer com traumas do ciúmes, eu percebi que o ciúmes é algo que não me serve, não me cabe, assim como uma roupa tamanho 36, me deixa desconfortável  e deformada… então coloquei de lado, de vez! Comecei a dar valor para uma coisa chamada: confiança (Lembra daquele papo de paz? Então, no caminho, você esbarra com a confiança).

Tendo você confiança, ou não! Você não pode garantir a fidelidade do seu parceiro. Se ele trair, é ele quem tem problemas, não você! Ou você realmente acredita que alguém te traiu porque você confiou “demais”? Isso nem sequer existe.

Acredito nas relações que acabem por falta de cuidado, e quando digo cuidado, to dizendo o cuidado de ambos em não se magoarem, o cuidado em respeitar um ao outro, o cuidado de conversar um com o outro, o cuidado de abrir os olhos do seu parceiro para as coisas que você não goste, o cuidado de conversar sempre, apenas isso, cuidado, cuidar.

Ah, mas um ciuminho é bom para dar uma esquentada na relação” Não! Ciúmes, ciuminho, ciumão, para mim é broxante! Prefiro chamar de cuidado: “Ei, presta atenção com fulana lá hein? Confio em você, nela não…”  ou “Olha, as brincadeiras que você tem com Ciclana, não me deixam a vontade”. Entendeu? Cuidar… cuidado…

E vai por mim, as coisas acabam aparecendo, a verdade sempre aparece! A verdade sempre pipoca na sua frente, como uma telinha em pop-up!

Tem uma história ótima de uma amiga que namorava a 7 anos e descobriu que o noivo estava namorando outra ha 1 ano. Era uma relação de pura confiança, enquanto eu, desconfiava de tudo… ambas foram traídas, ambas descobriram! E o problema estava em nós? Me recuso a achar que sim!

Com relação a história da minha amiga (quero que ela conte aqui um dia!) ela demorou um ano para descobrir, isso faz dela uma pessoa fora do normal? Ela confiou em alguém que a propôs em casamento, que doida né?  Se ela vivesse com ele a todo momento, investigando os passos do, então, noivo, ela teria salvado sua relação? Ou só teria descoberto antes?

Já sobre comida, sim, sinto que daí é algo que ainda preciso tratar. É uma questão de posse, de “isso é meu e ninguém tasca” ou “tira o olho da minha comida” e ainda assim to tendo que tratar a cada dia, afinal, tenho uma filha, ela tem que aprender a compartilhar… e sabe como é né? Tenho que ser exemplo, porque só falar, ela não vai acreditar.

Acho que sempre interpretei meu horóscopo errado.. todo o texto que leva “ciúmes”, “posse” e “comida”… só pode ter ligação entre elas, né? Acho que sim…

Bom, quero agradecer a minha cunhada Deysi, que me fez refletir MUITO! Você é uma gênia!

Um abraço para todas as véias, em especial, as véias ciumentas! 😉

 

 

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