Amores em tempos de Tinder

Estando em uma relação há 5 anos, ando por fora do que rola nas ferramentas de paquera (paquera? que velha!) hoje em dia. Então, na tentativa de entender as novidades do mundo dos solteiros, to sempre trocando figurinhas com as amigas solteirtinderas.

Ao ver como o Tinder funciona, me lembrei que eu também já usei as ferramentas cibernéticas para encontrar pessoas novas  e existia  um certo “preconceito” pelos usuários em dizer que se conheceram por sites de relacionamento.

Lembro-me de uma vez em que me cadastrei em um site desses depois de ouvir uma história de uma ex colega de trabalho, que conheceu o marido dela por esse mesmo site. Então, lá fui eu à procura de homens, que combinassem com meu perfil, que estivessem interessados em um relacionamento sério e tinha até a opção lá, desde casos de uma noite ou relacionamentos sérios… e eu tava afim de achar um namoro sério, pra casar!

Eu não marcava encontros pessoais logo de cara, porque eu queria saber se eu não estava entrando em uma fria.. sabe como é né? Saber se o cara não era psicopata, um maníaco do site de encontros, e por aí vai.

Estava conversando com um rapaz bem legal, engraçado, dono de uma agência de publicidade em São Paulo (segundo ele) e conversei com ele por vários dias, tinha um rosto longo, traços fortes, sorriso grande, papo bacana, conversávamos pelo quase extinto MSN e nos víamos pela Webcam (queria ter certeza de que ele era real) e depois de um tempo, marcamos de ir para o cinema no shopping Morumbi, em São Paulo (dica: sempre marcar encontros onde tem muita gente, caso precise pedir socorro).

Modéstia parte, eu estava linda em um jeans, salto alto, blusinha branca, trabalhada nos acessórios e bem cheirosa (sim, eu podia na época, mostrava a barriguinha e andava glamourosa, pobre, mas ninguém sabia… enfim, saudades! rs). Estava combinado de encontrar com ele na fila do cinema, eis que se aproxima o ser: baixinho, nada contra os baixinhos, afinal, eu sou baixinha e me respeito, mas gosto de proporções e ele não tinha, lembra do rosto longo? Então… Era mesmo um rosto muito longo, em um corpo muito curto, lembrava aqueles mini craques (vocês se lembram? vide foto).

E antes que me julguem como uma pessoa ligada apenas na aparência, quero que saibam que eu não desisti, e fui procurar outras qualidades que definem uma pessoa: o cheiro, a personalidade e o papo bom…. e além do mais, ele já tinha me visto, me reconhecido, não tinha como correr! (desculpe, to longe de ser uma pessoa boazinha!)

Ele imediatamente se aproximou, me deu um abraço e falou: “Nossa, como você é linda!” eu ri, agradeci e também o abracei e percebi que ele não tinha o cheiro bom. Não que ele era fedido, não, ele tinha passado alguma coisa, mas era um perfume muito ruim, um cheiro que não me agradou nem um pouco e olha, sinceramente, quanto a aparência, eu não me preocupei tanto não, mas o cheiro… aaaaaah… pra esse daí eu criei expectativa, eu sempre criava! E não to falando de perfume caro não, to falando de cheiro bom, podia ser cheiro de sabonete Fofo, que já tava perfeito. Mas não, era um cheiro que agredia meu nariz e, de certa forma, não me pergunte como, os meus olhos também.

Daí, como faltava ainda uma hora pro filme começar, sugeri:

-E ai? Ta com fome? 

-Não gata, não to não, mas se você for comer, eu te acompanho, mas não vou comer!

-Seria bacana a gente pegar um petisco e beber um chopp né?

-Eu não estou mesmo com fome, mas fique a vontade, eu te acompanho.

Então, tá, era isso, o pior já tinha acontecido… eu iria comer sozinha e ele ficaria olhando! Eu ia comer feito uma draga, e ele ficaria olhando eu comer e falar ao mesmo tempo. Que legal! Só que não!

-Bom, já que você não quer comer, acho que vou pegar só um sorvete ali.

-Tudo bem.

Peguei meu sorvete, nos sentamos e claro, ofereci pra ele…e ele aceitou! Tudo bem, aceitou uma, duas, três… e acabamos dividindo um sorvete. Eu fiquei com a leve impressão, de que ele comeria sim, mas talvez, não tinha grana pra isso… Acho que sinceridade nessas horas, é mais legal, não é? Poderia ter dito: “Olha, eu to com grana apenas para o cinema…” mesmo sendo um “empresário”… oras… as vezes a empresa dele não estava indo tão bem assim, então, eu ficaria mais feliz em pagar um sorvete para ele, assim, não precisaria dividir o meu (desculpe, ainda to trabalhando no lance de dividir comida, conforme já expliquei no meu último post)

Mas daí, tinha o papo, estava ansiosa para bater aquele papo legal que tínhamos na internet, e adivinhem: não tinha papo legal! Quem era aquele cara? Que era tão bacana na internet  e de repente, se tornou um chato. Só tinha perguntas sem noção, piadas sem graça, e muito, muito invasivo!

No cinema, comeu minha pipoca, tomou minha coca, meu MM’s… e avançava a todo momento, querendo ficar comigo de qualquer jeito. Meu Deus! Foi um pesadelo assistir um filme de duas horas sentado ao lado de alguém que não tinha nada, nada, que me atraísse e ainda investia pesado para ganhar um beijo.

Foram as 3 horas mais longas de toda minha vida! Mas enfim, acabou! Fui embora, nunca mais atendi o telefonema dele, sim, porque ele era do tipo que não entendia (ou fazia que não entendia) que a gente não tinha muito a ver.

Depois desse encontro cibernético desastroso, dei apenas mais uma chance, e até que foi bacana. Encontrei uma pessoa legal, tínhamos bastante a ver, músicas, comidas, mas não era para ser, nos tornamos amigos e assim é até hoje. Mas se tinha uma coisa que combinávamos entre nós, era que se a gente “desse certo”, a resposta para a pergunta: “Onde vocês se conheceram?” Seria qualquer coisa, menos “em um site de relacionamento!”, ia parecer muito carente e desesperador.

Não sei se é porque eu to de fora, mas sinto que hoje é mais comum dizer que se conheceram pelo Tinder, ou é impressão minha? (não sei, respondam os solteiros! rs).

A verdade é que, seja por site, aplicativos ou na vida real, tem gente disposta a conhecer seu príncipe encantado, a princesa encantada, uma noitada, ou apenas querendo ver se descola um sorvete, pipoca, coca-cola e MM’s de graça (filho da mãe!)…

Só abram os olhos, tentem enxergar se a intenção do outro é a mesma que a sua, se conheçam, conversem, seja sempre honesto, o que vale mesmo são as experiências, as histórias para contar e rir depois (ou não).

Deve ter muita coisa engraçada que acontece pelos encontros de Tinder por ai… Se tiver, manda pra gente???? Por favor! Quero muito saber se alguém já passou alguma raiva, ou alguma história bonita…Se quiser, não colocamos nomes! rs

Se tiver, mande no e-mail: agoraaos30@gmail.com, ou enviem mensagem ou na nossa Página do Facebook, ou Twitter.

Um beijo para todas as véias paqueradoras! 😉

 

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