Xixi na terra do Mickey

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Fui convidada pelos meus patrões para acompanha-los a Disney, convite chato né? Mas depois de muito pensar, resolvi aceitar. . Hahaha tá! Deixarei a hipocrisia de lado e me dedicarei ao tema principal desse texto : a importância de entender e não apenas falar inglês!
E lá fui eu, embarcar na minha primeira aventura internacional! Empolgada para conhecer uma outra parte desse mundo incrível, o Mickey e sua turminha linda, claro! Como estava com uma pessoa fluente no inglês, não me preocupei tanto. Estudei algumas frases.. as mais importantes, segundo o meu ponto de vista. Comida, banheiro, coisas perdidas, (isso inclui minha pessoa também), nessa exata ordem.
Estava tudo lindo, divertidíssimo, extremamente mágico! Gente eu estava na Disney! Tem noção?!
As coisas estavam fluindo maravilhosamente bem. Não tinha necessitado pôr a prova ainda o meu inglês escasso. Tava tudo certo.
Até que um dia fomos almoçar. Depois de muito andar estava ansiosa pra encontrar um banheiro, mas como estávamos em grupo e a prioridade do grupo era a comida, então tratei de controlar minha bexiga ansiosa e por em prática meu autocontrole.
Em dado momento senti que a minha bexiga perdeu o dom da elasticidade. Mas porque cargas d’água tinha que ser logo aquela hora? Justamente num restaurante imenso com trocentas escadas e sem nenhuma placa com algum desenho ou indicação de que havia um banheiro por perto. Poderia ser um boteco que a primeira coisa que você visualiza quando entra, é a abençoada plaquinha WC. Mas não, como na maioria das vezes, a vida quer te testar, de preferência no modo hard! Tenho impressão de que certas coisas acontecem pra testar a fé da gente. Bom, me restou a única e mais temida opção: perguntar em inglês, e o que é pior: entender o bom e velho inglês.
Me preparei psicologicamente e lá fui eu me aventurar para a minha primeira pergunta em inglês: “where is the bathroom?” E me subiu um calor gostoso quando percebi que a moça americana havia entendido minha pergunta! Mas infelizmente alegria de pobre dura pouco, e a moça muito solícita me respondeu prontamente:
“@#@#*$¥£€¤`》《》《》₩¥¥£÷×{]!”.
É..foi mais ou menos isso que eu entendi: Absolutamente NADA!
Ela disse essa frase numa velocidade absurda que automaticamente meu cérebro assimilou à velocidade da luz. Qual a necessidade meu pai? Será que a criatura não sabe que não sei inglês? Ah é! Não estava escrito na minha testa. E como perguntei em inglês, óbvio que a resposta viria em inglês.
Eu treinei tanto pra falar, que esqueci de treinar o ouvido.
Interiormente estava numa batalha fisiológica . Meu cérebro tentando inutilmente controlar minha bexiga exausta que insistia em se auto aliviar,enquanto tentava desesperadamente traduzir as palavras “cuspidas” pela moça americana. Dentro da minha cabeça só conseguia visualizar uma placa vermelho piscante :” What the fuck?”
Mentalmente anotei que aprender palavrões em inglês não será muito útil, quando precisar de uma informação de alto grau de importância, principalmente quando sua reputação depende dessa informação ( sim, porque não queria ser lembrada como a moça que fez xixi na calça em pleno Hard Rock hotel) Naquele momento nunca desejei tanto que uma pessoa falasse com as mãos. E graças à nossa senhora das pessoas desesperadas, meu desejo foi realizado. Ela falava com as mãos! Obrigada Deus! Consegui diferenciar direita da esquerda, numa fração de segundos.
1° Round finalizado!
Sigo praticamente correndo pra a direção apontada, meu assoalho pélvico contraído, eu podia jurar que meu útero havia trocado temporariamente de lugar com minha bexiga.
Implorando pra visualizar a plaquinha WC ou qualquer coisa do gênero.
Depois de uma sequência de “sobes e desces” equivocadas, consegui finalmente me encontrar com o tão almejado toilette, Wc, bathroom ou a puta que pariu, eram tantos nomes, e eu só queria fazer xixi.
Foi o xixi mais gostoso e dramático que meu cérebro se recorda até hj..
2° Round finalizado!
Pois é! Pisar em terras estranhas não é tão fácil quanto parece, principalmente quando tu precisa usar o toilette alheio. É sempre bom se preparar. Aprendi a lição.
Então vai a dica da trintona aqui: se você ja está nos trinta e ainda não se preocupou em aprender pelo menos o “basic english” sugiro que você acrescenta aí na sua lista de prioridades! Nunca se sabe quando a oportunidade irá bater à sua porta. Então caso aconteça, melhor estar preparada ne?

XOXO Old ladies!

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