Então, e os Fura-Olhos?

furaolho

Em algum lugar do passado, presente ou no futuro (aguarde e verá) alguém já teve a experiência amarga de uma pessoa que você considera  um amigo”furar” o teu olho.

Definição de Fura-Olho: pessoa que saí com seu ex, com seu ficante, seu belisco,  marido, namorado, seu… (o que considerar seu!)

Quem já não teve que lidar com a sacanagem da pessoa, denominada seu amigo(a) que jogou de lado sua amizade e se jogou nos braços de quem, uma vez foi o dono(a) dos braços nos quais você se jogava! Ai ai… não é fácil!

Eu, você e eles ou elas já passamos por isso, mas hoje to aqui pra falar sobre algo diferente: sobre como eu, você e eles ou elas já “furamos” os olhos de alguém! É… o Elefante na sala! Fácil olhar pro assunto em questão e bradar: “Eu nunca furei o olho de nenhum amigo meu”, quando seu amigo não ta ai pra te lembrar, ou já nem é teu amigo mais…

Não vou dizer que todos, geral, já fez. Mas tenho certeza que muita gente já fez. Eu fiz e não me orgulho nada disso, e como a gente tem justificativa pra tudo, seria muito fácil eu dizer: Não, nunca furei olho de ninguém, acontece que… e pá! Dá uma justificativa furada, querendo dizer que o “meu não valeu”…hm, ta! Só que não.

Não sou um ser especial e diferente, mas sinceramente, não sei se veio com a idade ou com a vida ensinando, me ferrando cada vez que pode, mas hoje tenho muito mais “ranço” das vezes  em que eu fiz, do que quando alguém fez comigo.

Eu era tão ingênua e carente (minha mãe vai me bater se ler isso, mas que fique claro que não faltou carinho maternal nem paternal, é outro tipo de amor, tá? juro que não sei da onde veio isso) eu era tão doida pra conhecer o “príncipe encantado”, que achava que o “amor era justificável”.  E daí que a minha amiga era apaixonada pelo cara? Ele tava gostando de mim, e eu dele… O amor é lindo! É daí o “amor” acabava e você ficava sem amiga, e o restante dos amigos ficavam, tipo: Talaricaaaaaa!

Isso aconteceu algumas vezes na adolescência, porque, gente,  convenhamos, era difícil não ser talarica uma da outra, vai! a gente gostava de todo mundo! Pelo menos no meu círculo de amizade, as meninas era doidinhas! rs. Gostavam de um menino por dia, no final da semana, tinha uns 7 meninos que elas gostavam, no mês, 30… Era como o Tinder: Se desse “Match” ah! então, uma furava o olho da outra, era inevitável.

Mas quando a gente vai crescendo, seu processo seletivo ta apurando, daí você começa a selecionar o potencial “namorado sério”, os “amigos certos”… daí a coisa muda!

Teve uma vez em que furei um olho, mas bem sem querer e até hoje não consegui me explicar, até porque  ela não acreditaria, eu mesmo não acreditaria.

Cheguei em uma festa, em uma chácara, tinha umas 20 pessoas apenas, uma baladinha, som, luzes e tals. Eu era doida pra dançar, então, já cheguei chegando, quando dei de cara com uma menina muito bacana, tínhamos saído algumas vezes juntas, ela era bem animada, gostávamos muito uma da outra:

-Ju! Você por aqui!

-Pâm! Que saudades! E ai? Cheguei agora, como esta a festa?

-Ah, ta boa, só sei de uma coisa, vim aqui só para sair com um cara que já to afim há muito tempo!

-Sério? Quem?

-O Karma (nome fictício, mas que diz bastante) conhece?

-Não, não conheço!

-Ah, ele não ta aqui agora, depois te mostro!

-Beleza!

Estamos dançando, estamos bebendo, estamos curtindo… luzes, som alto e um moreno alto, olhos azuis me paquerando… mas to dançando, continuo dançando!

Dado momento em que o moreno de olhos azuis vem dançar comigo, sou educada, então danço junto… E daí um sorriso! Uau! Que sorriso, que lindo! Dançamos umas 3 músicas juntas, ele tenta dizer algo em meu ouvido, não da pra entender nada, só um (você é linda! blá blá blá) daí ele estende a mão pra mim, eu pego na mão dele. Ele me conduz até a casa da chácara, onde tem uma sala, tudo apagado. Ele me olha e pergunta:

-Posso te beijar?

Hunf! Nem deu tempo da pergunta acabar, tasco o beijo no moreno, ficamos ali um tempo naquele beijo que não tinha fim , beijo bom, tudo de bom. Daí aparece Pâmela, passa por trás de mim e esbarra nas minhas costas, sinto que foi bem proposital, olho pra ela, ela vira a cara pra mim. Daí então, resolvo perguntar o nome do tal:

-Cara, qual teu nome?

-Karma! E o teu?

-Ah… – pausa pro “Vix” – Juliana Talarica!

-Acho que aquela menina não gosta de você, Juliana.

-É… acho que não – nesse momento tava pensando num jeito de eu falar com a colega, mas ela tinha o dobro da minha altura e todos os motivos pra dar na minha cara!– Ah, acho que não mesmo…

E voltei a beijar!

Só pra constar, fiz um favor pra Pâmela, que hoje ta feliz, mãe de dois filhos: Livrei ela de uma furada tremenda! Já eu, fui namorada do Karma por quase 3 anos e,  acho que não preciso dizer muito, né?

E uma outra vez, depois disso tudo, uma amiga muito muito próxima, gostava de um jovem, muito muito próximo e o pior: eu também! Mas nunca me manifestei a respeito e ela também não. Esse jovem vinha de vez em quando pra cidade, E achava que nem eu, nem ela teríamos alguma chance de engatar alguma coisa com ele.

Um dia ela me contou que alguns anos atrás ela tinha ficado com o Jovem (vou chamá-lo de Jovem). Eu me surpreendi, escutei toda a história e me contive em apenas escutar. Entendi que ela gostava muito dele, enquanto o que eu tinha era apenas platônico.

Passado algum tempo, encontrei o Jovem, conversamos como sempre, colocamos o papo em dia, como sempre, dado momento em que Jovem me surpreendeu com um beijo, sim, um beijo seguida da frase:

-Desculpe, eu sempre quis fazer isso.

Expectativa:

“-Olha aqui Jovem, não faça isso, você saiu com fulana de tal, ela é minha amiga, que palhaçada é essa?”

Realidade:

-Sério? Eu também! –  beijos e a cabeça imaginando um casamento. (Deus! Por que? Acreditem: To escrevendo isso e minha orelha ta vermelha, tamanha vergonha!).

Tá, fui pra casa, meio perdida… Jovem me ligou e ficamos nos falando altas horas da madruga, quantas promessas, quantas coisas… Mas falar sobre a amiga, não, eu não coloquei a questão em nenhum momento, eu acreditei em cada palavra, cada coisa bonita que foi falado.

Mantivemos o contato, mesmo quando ele foi embora, era bem longe, então, não senti a necessidade de contar nada pra ninguém. Até o dia em que Jovem se mudou pra minha cidade. Nossa, já fui me preparando para gritar pro mundo que aquele amor lindo e verdadeiro, mesmo que eu tivesse furado o olho da amiga, seria justificável. Ela olharia para nós, ambos apaixonados, e diria: Ah, tudo bem, eles se gostam, que lindo!

Acontece, queridas, que a vida é uma caixinha de surpresa e adivinha: Jovem não queria nada sério! Rááááá! (Toma trouxa! Não aprendeu ainda?)

O tempo passou e lógico que a amiga ficou sabendo. Acha que tive a coragem de conversar com ela? De explicar? Não! Não tive. A amizade se foi, a confiança se foi, sobrou só aquele “oi” vazio, aquele olhar de “é…”

Não to falando aqui que precisamos pegar alguém “sem passado”, não, acontece de você se relacionar com alguém que já tinha sido “ex alguma coisa” de alguém próximo a você, mas acho que vale o respeito, respeitar a amizade, fazer valer, conversar, botar tudo as claras, né não? Afinal, não somos mais tão jovenzinhos, né?

Bom, é isso, post estilo confissões de quem já fez merda, afinal, quem nunca? E eu: Fiz muitas!rs A vida ta aí pra ensinar, é válido cometer erros, mas por favor, aprenda rápido: a vida é uma só!

Um beijo pras véia e véio! E Lembrem-se sempre: “Bros Before hoes”

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