Os torcedores nossos de cada dia.

Hoje pela manhã, vi essa imagem do marido da nadadora húngara Katinka Hosszu que quebrou o recorde mundial nos 400m medley. Na pequena reportagem, eles diziam: “Anote aí no seu caderninho para a próxima pessoa com quem você tiver um relacionamento: namore/case com alguém que vibre por você tanto quando o marido da nadadora Katinka Hosszu vibra por ela.” (Veja o link no final do post)

Achei bem engraçado e bem válido, apesar dessa imagem e momento não ser, de fato, uma revelação de como é a relação deles, afinal, o marido dela, Shane Tusup, também é seu técnico, então, calma, não vamos colocar o moço como exemplo de relacionamento, mas sim, foi uma imagem muito legal.

O que me fez pensar em, não só no relacionamento, mas sim, durante nossa vida conseguimos detectar certas pessoas ao nosso redor onde te apoiam, torce por você e tem o genuíno sentimento de felicidade por suas conquistas. Desde aquele amiguinho de infância a qual estava sempre torcendo, desde um amigo na adolescência, passava o tempo, dava pra perceber se essas pessoas eram ou não pessoas que torciam por você.

Era triste quando se descobria ao contrário, não é? Amigos (as) tão próximos a quais você gostava de ter por perto, as vezes não compartilhavam da mesma alegria, queriam ter o que você tinha, mas de maneira a qual ele (a) também tivesse, e as vezes a conquista dele (a) era que quando ele(a) tivesse, você perdesse o seu.

Agora aos 30, penso que esse tipo de gente tem aos montes e passa o tempo, vai ficando mais fácil de detectar, porém, não da pra excluir de vez das nossas vidas, mas da pra você manter a distância segura. “Ah Juliana, me poupe, me adaptar pra conviver com essas pessoas que querem me ver lá pra baixo? Não, Impossível”. Pois é, mas o fato é que as vezes, essas pessoas estão entre seus familiares, seus parentes, seus amigos mais próximos, e daí?

Já parou pra pensar que essa natureza doentia possa vir de berço? vem de infância? Já pensou que essas pessoas sofrem mais do que você por ser assim? Eu imagino que alguém a qual elas admirassem demais, talvez até uma figura materna/paterna apontavam as pessoas que “eram melhores do que elas” para que elas se sentissem desafiadas a mudar, enquanto elas não eram boas naquilo, mas eram em outras coisas. A pura ignorância de tentar fazer com que um filho, por exemplo, supere seus medos, a gente “compara” um amiguinho, dizendo: “Viu? Até fulano faz isso.. e você não!“.

Eu to longe de ser psicóloga aqui, mas eu convivo de perto com pessoas cuja  infâncias foi destruídas pela ignorância. Pessoas incapazes de torcer por quem vive ao seu lado, onde sua frustração é que toda atenção do mundo tenha que ser pra elas, senão se sentem diminuídas, menos que nada. Se sentem comparadas por seus filhos (sim, eu disse filhos!), irmãos, pais (sim, eu disse pais), amigos, primos, colegas, vizinhos… e essas pessoas não tem paz e deixam a vida de todos a sua volta mais difícil. E para que fique claro, não to “atirando” geral para cutucar um, são tiros para todos os tipos de pessoas que convivi e convivo!

Tá, então, por isso, você muda totalmente seu jeito de ser e de viver para deixar que o mundo delas seja mais leve?“. Impossível, ninguém esta aqui pra mudar ninguém e mesmo que você mudasse totalmente seu jeito de ser, não seria o bastante.

Então o que eu to querendo dizer com tudo isso? Devemos amar as pessoas como elas são? Sim, como são, mas não necessariamente estar de acordo e ser complacente com tudo que fazem. Devemos tentar entender seus motivos, mas não necessariamente nos adequar ao seu modo de ver as coisas, lembre-se: você também tem um jeito peculiar de ver as coisas, e talvez esse jeito vai mudando conforme o tempo e suas experiências e não porque “alguém” te fez mudar.

Acredito que devemos ter uma “distância segura” para que não nos frustremos porque o contrário também acontece, temos a vontade de que as pessoas mudem seu jeito, para o nosso! E olha, é frustrante quando você descobre que não pode fazer isso. Já disse isso aqui, mas é válido e vou repetir: Você pode ser um ponto de partida, de referência para que uma pessoa mude seu jeito de ver algumas coisas, mas não pode muda-las totalmente e nunca, nunca é garantido que isso se mantenha para a vida toda e as vezes sequer acontece.

Ter essas pessoas ao nosso redor é cansativo, se puder, mantenha-os longe, sem muito contato com sua vida pessoal, trate-os bem, mas seja franco, não falso, faça o que tiver ao seu alcance.

Aconselho-lhes também a não se casarem com uma pessoa assim (Não to falando do meu! O meu marido é um torcedor de bem com a vida! rs) pois essas pessoas te adoecem e casamento por si só já não é fácil, então, para que dificultar a vida, certo? Já tive o desprazer de namorar alguém assim no passado e olha, não é bonito e geralmente essas pessoas são manipuladoras, te deixam pra baixo sem que perceba, daí você se vê num relacionamento abusivo, onde você mesmo se enrolou na teia de aranha. (Veja o vídeo da Youtuber Jout Jout lá embaixo falando sobre isso, é muito bom!)

Aconselho-lhes a também a não terem amigos assim, por mais difícil que seja se manter longe de suas companhias, tentem deixa-los como “colegas”, ou senão você estará a todo momento se contorcendo inteiro para se ajustar para que seu “amigo” não fique sempre “de cara feia” para ou com você.

Se perceber essas pessoas na sua família, tente entender, mas não adule demais, também não bata de frente, mantenha-se seguro para que isso não te deixe para baixo, mas não seja como alguém que não se importa, tente balancear. Se houver intimidade, se abra e se permita ouvir o que o outro tem a dizer, família é família, não jogue fora, tente compreender e ser compreendido, pois não é fácil para você e nem para ele (a).

A todos vocês, desejo que sejam torcedores da vida, torcedores da paz, torcedores de si, torcedores dos amigos, da famíla!  Um grande abraço, desculpem a demora para postar, era para ter sido ontem! rs

Um beijo para todos os véios e véias de 30!

Link da matéria:Nadadora húngara quebra recorde e torcida de marido na arquibancada quebra a internet

Link Vídeo Jout Jout –Relacionamento Abusivo

 

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